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Teresina amplia prevenção ao câncer do colo do útero com exame de DNA-HPV em 24 UBS

Novo teste já está disponível na rede básica de saúde e permite identificar precocemente os tipos do HPV associados ao desenvolvimento da doença
Por Iôrran Freire
Atualizado há 1 hora
Tempo de leitura: 3 mins
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Nesta fase inicial, o exame é destinado a mulheres de 25 a 64 anos. Foto: Ascom FMS

Mulheres atendidas pela rede pública de saúde de Teresina já podem contar com um novo aliado na prevenção do câncer do colo do útero. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) passou a disponibilizar o exame de DNA-HPV em 24 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. A tecnologia permite detectar a presença do papilomavírus humano (HPV), especialmente os subtipos de alto risco, antes mesmo do aparecimento de lesões que podem evoluir para a doença.

Nesta fase inicial, o exame é destinado a mulheres de 25 a 64 anos. No entanto, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, a prioridade será para pacientes entre 30 e 49 anos que nunca realizaram o exame citopatológico ou que estão há mais de três anos sem fazer o procedimento. As interessadas devem procurar a UBS de referência para avaliação da equipe de saúde, que verificará a indicação do teste.

A implantação do exame representa um avanço nas ações de rastreamento da doença na atenção primária. Diferentemente da citologia convencional, o teste identifica diretamente o DNA do vírus, possibilitando o diagnóstico da infecção por variantes de alto risco antes do surgimento de alterações celulares.

Para ampliar o acesso ao novo serviço, a FMS capacitou 72 equipes da Estratégia Saúde da Família, que passaram a realizar a busca ativa das mulheres pertencentes ao público prioritário em seus territórios. A iniciativa pretende aumentar a cobertura do rastreamento e estimular o diagnóstico precoce.

A coleta é feita de forma semelhante ao exame preventivo tradicional. Após o procedimento, o material é encaminhado para análise em um laboratório no Rio de Janeiro. Quando o resultado aponta a presença dos tipos 16 ou 18 do HPV, considerados os de maior risco para o desenvolvimento do câncer, a paciente é encaminhada para investigação especializada.

Nos casos em que o teste identifica outros tipos de HPV de alto risco, é realizada automaticamente uma análise complementar da mesma amostra, chamada citologia reflexa. Se forem encontradas alterações nas células do colo do útero, a mulher também é encaminhada para avaliação especializada. Caso não haja alterações, a recomendação é repetir o exame após um ano para acompanhamento.

Já quando o resultado é negativo para HPV de alto risco, a paciente poderá realizar um novo exame apenas após cinco anos, conforme o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

As 24 Unidades Básicas de Saúde que oferecem o exame estão distribuídas pelas zonas Norte, Sul, Leste e Sudeste de Teresina, ampliando o acesso ao serviço em diferentes regiões da capital.

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