A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra que 42% do eleitorado afirmam concordar mais com Michelle Bolsonaro (PL-DF) do que com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação aos últimos conflitos entre os dois. Já 18% disseram concordar mais com o parlamentar.
Por outro lado, 22% afirmaram não concordar com nenhum dos dois. Outros 3% disseram concordar parcialmente com ambos, e 15% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada após a repercussão de um vídeo divulgado no mês passado, no qual a ex-primeira-dama afirma ter sido maltratada pelo enteado e acusa Flávio de desrespeitar suas alianças políticas.
O levantamento também perguntou se Michelle agiu corretamente ao tornar o conflito público. Para 45% dos entrevistados, ela estava certa ao fazer as declarações. Já 38% avaliaram que ela errou ao expor o senador, enquanto 17% não souberam ou não responderam.
Outro ponto analisado foi a credibilidade das acusações feitas por Michelle. Segundo a pesquisa, 58% acreditam que as declarações são verdadeiras em algum grau. Desse total, 31% consideram as acusações totalmente verdadeiras, enquanto 27% as classificam como parcialmente verdadeiras.
Por outro lado, 16% dos entrevistados afirmaram que as declarações da ex-primeira-dama são totalmente falsas. Outros 26% não souberam ou preferiram não responder.
A Quaest também questionou o que poderia ter motivado Michelle a tornar Flávio público. Um terço dos entrevistados (34%) acredita que a ex-primeira-dama agiu por “desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio”, ao passo que 25% indicaram que ela quis “se opor a alianças políticas com as quais não concorda”.
A pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 10 e 13 de julho.




