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Universidade de Oxford inicia os primeiros testes da vacina contra o Ebola em humanos

Cientistas irão acompanhar 50 voluntários para avaliar a segurança e resposta imunológica do imunizante contra o cepa Bundibugyo do Ebola
Por Sophia Ferreira
Atualizado há 13 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Cientistas irão acompanhar 50 voluntários para avaliar a segurança e resposta imunológica do imunizante contra o cepa Bundibugyo do Ebola
O recrutamento já foi iniciado e a vacinação deve começar nas próximas semanas. Foto: Banco de imagens

A Universidade de Oxford iniciou o primeiro ensaio clínico em humanos de uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus do Ebola, com o objetivo de acelerar os esforços para combater o surto que está espalhado pela República Democrática do Congo e Uganda. 

O estudo em fase inicial tem o nome conhecido como BD-Ebov e avaliará a segurança e a resposta imunológica da vacina ChAdOx1 BDBV em 50 adultos saudáveis com idades de 18 e 55 anos em Oxford. 

O recrutamento já foi iniciado e a vacinação deve começar nas próximas semanas, dependendo da aprovação regulatória. 

A vacina foi desenvolvida por cientistas do Grupo de Vacinas e do Instituto de Ciências Pandêmicas de Oxford, utilizando a mesma plataforma de vetor viral da vacina contra a Covid-19 da Oxford/AstraZeneca. 

O parceiro do programa, o Instituto Serum, da Índia, informou que fabricou e estocou cerca de 620.000 doses da vacina em duas semanas e forneceu 4.000 doses experimentais para estudo de fase inicial. 

Em maio deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou priorizar a vacina ChAdOx1 BDBV do vírus do Ebola, juntamente com uma candidata de dose única com o nome de rVSV Bundibugyo, que está sendo desenvolvida pela iniciativa internacional para a vacina contra a AIDS, para a avaliação clínica. 

A Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), informou que investirá inicialmente até US$8,6 milhões no desenvolvimento da vacina. 

Se os testes iniciais tiverem resultados positivos, a CEPI informou que vai atuar em parceria com a Universidade de Oxford e o Instituto Serum para viabilizar estudos em estágio avançado, etapa necessária para a solicitação de uso emergencial ou aprovação regulatória completa.

Segundo os envolvidos, a meta é assegurar a distribuição rápida e acessível das vacinas aos países atingidos.

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