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Barraca de doces na Expocrato é fiscalizada após denúncias de preços abusivos

Barraca de doces na Expocrato é fiscalizada após denúncias de preços abusivos
Por Sophia Ferreira
Atualizado há 3 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Após uma consumidora publicar vídeo reclamando dos valores abusivos, a barraca recebeu diversas denúncias. O estabelecimento nega qualquer tipo de golpe
A Doceria Deleites negou qualquer prática de golpe ou enganação. Foto: Reprodução/Tiktok

Uma barraca de doces da Expocrato 2026 virou alvo de críticas nas redes sociais após consumidores denunciarem a cobrança de preços considerados abusivos. Diante da repercussão do caso, o estande, autorizado a funcionar no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, no Crato, foi fiscalizado pelo Ministério Público do Ceará na última quinta-feira (16). 

Os vídeos publicados mostram que o espaço trabalha no modo “self-service” de doces, cabendo ao cliente escolher o tamanho do pedaço do doce desejado. O problema, porém, seria que os preços estariam passando de R$100,00 independente do tamanho da fatia. 

A Doceria Deleites negou qualquer prática de golpe ou enganação. Segundo a empresa, após a retirada do pedaço do doce, o produto é cortado no tamanho escolhido pelo cliente. Como essa parte não pode ser reaproveitada, o valor cobrado corresponde à quantidade efetivamente adquirida. “Gostaria de enfatizar, não tem golpe, a gente não rouba nada de ninguém, a gente não engana ninguém”, enfatizou um representante da doceria, identificado como Fausto.  

Em pronunciamento nas redes, o homem explicou que cada 100g de doce custa R$ 19,90, com o quilo sendo vendido a R$ 199. “A pessoa tem a liberdade de escolher a fatia que ela quer levar para casa. Ela escolhe porque a gente não tem como mensurar em uma barra de 25 kg uma fração de 100 g exata, por exemplo”, disse. 

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público, uma equipe da unidade regional do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) de Juazeiro do Norte, em conjunto com a Coordenadoria do Decon do Crato, foi enviada ao evento para apurar a denúncia.

De acordo com o órgão, durante a fiscalização foi constatada a falta de informação clara sobre os preços dos doces. Além disso, os produtos não apresentavam indicação de tamanho ou peso, fazendo com que os clientes comprassem as porções sem saber o valor a ser pago.

Em nota oficial, o MPCE reforçou que é obrigatório informar de forma visível a quantidade e as características do produto ao consumidor.

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