A cinebiografia “Michael”, que retrata a trajetória musical do Rei do Pop, Michael Jackson, superou todas as expectativas do público e confrontou a crítica ao alcançar US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, consagrando-se como a primeira cinebiografia a atingir esse feito.
O filme acompanha o artista desde sua participação nos Jackson 5, banda composta por ele e seus quatro irmãos, até a ascensão de sua carreira solo que teve início no final da década de 70.
Segundo dados, do total arrecadado, US$ 371,8 milhões são provenientes do mercado norte-americano, enquanto os outros US$ 629,8 milhões vieram do restante do mundo. Além disso, um retorno expressivo da bilheteria veio do Japão, que foi o último grande mercado a receber a produção.
Antes de alcançar o posto de maior bilheteria mundial, “Michael” já colecionava bons desempenhos. O filme já havia se consolidado como a maior arrecadação da história da Lionsgate, estúdio responsável pelo desenvolvimento da cinebiografia, assumindo também o posto de maior cinebiografia musical da história, ultrapassando os US$ 911 milhões arrecadados por “Bohemian Rhapsody”. E, agora, ganhou a corrida contra “Oppenheimer” para se consolidar como a maior bilheteria de todos os tempos.
Apesar do grande sucesso de público, o filme não acumula grandes marcos entre os críticos de cinema. As avaliações variam entre quem o considera uma produção pouco complexa, afirmando que a cinebiografia não alcança a profundidade entregue por outras produções, como a anteriormente citada “Bohemian Rhapsody”, e aqueles que defendem que o filme foi uma maneira de reorganizar a imagem pública de Michael Jackson.
Fato é que existe um consenso em relação à atuação de Jaafar Jackson, sobrinho de Michael e ator que interpreta o cantor na produção, às coreografias e à qualidade da produção. Não à toa, a cinebiografia foi responsável por tirar a Lionsgate do fundo do poço e evitar a venda do estúdio após diversas produções decepcionantes, segundo informações do The New York Times.




