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Política

PF terá até 458 agentes e plano de segurança individualizado para candidatos à Presidência

O projeto busca reforçar a segurança dos candidatos. Flávio Bolsonaro, porém, disse preferir não ter proteção da Polícia Federal por considerar que o órgão pode sofrer interferências políticas
Por UrbNews
Atualizado há 2 horas
Tempo de leitura: 3 mins
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A adesão do presidenciável ao serviço é facultativa e poderá ser feita a qualquer momento durante o período eleitoral. Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal colocará até 458 servidores à disposição dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026 e elaborará planos individualizados de segurança para cada presidenciável.

A corporação montou uma operação nacional para garantir a proteção dos candidatos ao longo das eleições, com equipes especializadas em inteligência, logística e proteção pessoal, além do apoio das superintendências da PF em todos os estados.

A adesão do presidenciável ao serviço é facultativa e poderá ser feita a qualquer momento durante o período eleitoral. A operação poderá ser ativada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas pelas convenções partidárias e a solicitação formal das campanhas.

Caso o presidente Lula (PT) seja candidato à reeleição, sua proteção permanecerá sob o modelo híbrido atualmente adotado, com atuação conjunta do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e da Polícia Federal.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende que a segurança do candidato seja feita pela Polícia do Senado, como já vem acontecendo, em vez da Polícia Federal. Integrantes da equipe do presidenciável do PL dizem que o serviço prestado pela Polícia do Senado é excelente e não há motivo para fazer uma troca.

Além disso, aliados de Flávio afirmam que o senador acredita que a PF não está imune à interferência política e preferia não ter sua proteção a cargo da entidade comandada por Andrei Rodrigues, diretor-geral nomeado por Lula.

Segundo a Polícia Federal, cada candidato terá um plano de segurança individualizado, elaborado com base em análises técnicas de risco que levam em consideração histórico de ameaças, informações de inteligência, perfil dos eventos, deslocamentos e condições de segurança de cada local.

Antes de cada agenda, equipes precursoras farão o reconhecimento dos ambientes e coordenarão as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais para reduzir riscos e minimizar impactos sobre os atos de campanha.

A corporação disse que a operação foi estruturada para garantir tratamento isonômico entre todos os candidatos.

O número de agentes, equipamentos e recursos empregados será definido de acordo com o nível de risco de cada agenda, mas a corporação não divulgará a classificação individual das ameaças nem o efetivo destinado a cada campanha, por questões de segurança.

Desde abril, a Polícia Federal mantém diálogo com partidos políticos e pré-candidatos para apresentar o funcionamento da operação.

Todos os 30 partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foram comunicados oficialmente, e a corporação realizou reuniões técnicas para esclarecer dúvidas sobre o modelo de proteção.

A operação contará ainda com recursos tecnológicos como veículos blindados, equipamentos antidrone, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits de vistoria antibomba.

A partir de 20 de julho, a PF também ativará, em Brasília, uma Sala Nacional de Comando e Controle para acompanhar em tempo real as agendas dos candidatos, o deslocamento das equipes e prestar suporte operacional em todo o país.

Para viabilizar a operação, foram destinados aproximadamente R$ 95 milhões, que serão utilizados na mobilização do efetivo, contratação de serviços e aquisição de equipamentos.

Com informações de Raquel Lopes, da Folhapress*

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