A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Mato Grosso do Sul segue com as investigações para descobrir a causa da morte da sucuri Ana Júlia, símbolo do município de Bonito, às margens do Rio Formoso. A cobra tinha quase 7 metros e viralizou após um vídeo feito pelo biólogo francês Freek Vonk, no começo deste ano.
O corpo do animal foi descoberto pelo fotógrafo Cristian Dimitrius, que acompanha a cobra há quase 10 anos. Segundo ele, Ana Júlia estava inchada e parecia ter marcas de perfurações, o que sugeria que ela tivesse sido morta a tiros. A PMA ainda considera inconclusiva a causa da morte.
Com a morte da sucuri, seu corpo será levado para a capital do Estado, Campo Grande, onde será embalsamado e integrará o acervo de animais taxidermizados da Polícia Militar Ambiental. O processo citado preserva as aparências físicas e as características do animal.
Em nota oficial, a Prefeitura de Bonito repudia as atitudes de violência e crime ambiental contra a fauna local, e lamentou a morte da sucuri. “Essa atitude pessoal, de alguém que cometa um ato como este, é totalmente desprezível e vai contra tudo aquilo que a gente trabalha para em prol do meio ambiente. Então esperamos que as autoridades competentes consigam identificar os autores e punir os culpados”, diz o comunicado.
O caso foi registrado na Polícia Civil de Mato Grosso nesta segunda-feira (25). A morte da sucuri foi enquadrada como “matar espécime da fauna silvestre em rota migratória, em a devida permissão da autoridade competente ou em desacordo com a obtida”. Se houver um responsável, a pessoa deverá pagar uma multa que pode chegar a R$ 500 mil, e poderá pegar pena de detenção que varia entre 6 meses até um ano.
Nas redes sociais, moradores da região lamentaram a partida da Sucuri, que era vista como símbolo do turismo ambiental do município. “A morte da Sucuri Ana Julia me deixou numa tristeza. Jamais entenderei a perversidade de pessoas que se dizem “seres humanos”. Nunca foi um risco; viveu por mais de 10 anos em completa simbiose com a população e os turistas. Desalento”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter).




