Em meio a uma das secas mais severas já registradas no estado do Amazonas, a Receita Federal concedeu autorização para que um navio-draga de bandeira norte-americana, o Hopper Lindway, inicie operações de dragagem no Rio Amazonas.
A embarcação atracou recentemente em Manaus e será encarregada de executar serviços de limpeza, desassoreamento, escavação e remoção de sedimentos em pontos críticos do leito do rio.
A iniciativa visa melhorar as condições de navegabilidade e assegurar o transporte contínuo de insumos para as regiões mais isoladas do interior, que enfrentam sérias dificuldades em decorrência da estiagem.
Recorde
Dados da Defesa Civil do Amazonas indicam que o Rio Negro atingiu um novo recorde negativo para o mês de outubro, com o nível das águas caindo para 12,11 metros.
Esse valor representa a menor marca histórica registrada, superando o recorde anterior de 12,66 metros, aferido em 4 de outubro – o nível mais baixo dos últimos 120 anos.
O impacto da seca é visível nas margens dos rios e na vida das populações ribeirinhas, que dependem diretamente das águas para subsistência e transporte. O fenômeno vem modificando radicalmente a paisagem e complicando o cotidiano dos habitantes, que se deparam com trechos outrora navegáveis agora transformados em bancos de areia.
O cenário é especialmente preocupante na bacia hidrográfica do Amazonas, onde o nível das águas atingiu mínimas históricas em diversas localidades. No rio Solimões, um dos principais afluentes do Amazonas, cuja nascente se encontra nos Andes peruanos, a situação é igualmente alarmante: em Tabatinga, na fronteira com a Colômbia, o nível da água alcançou o ponto mais baixo já registrado.




