Play Video
Política

Moraes tira sigilo de depoimentos de Cid e abre prazo para defesa de denunciados

Por UrbNews
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 3 mins
Compartilhe a notícia:
Moraes diz que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras 33 pessoas. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (19) derrubar o sigilo dos depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid na colaboração premiada com a Polícia Federal.

A delação do militar foi um dos principais elementos para o avanço da investigação da PF sobre a trama golpista desenrolada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados no fim de 2022.

Moraes diz que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras 33 pessoas na terça-feira (18) encerra o período de investigação e justifica o fim do sigilo da delação.

“A manutenção geral do excepcional sigilo da colaboração premiada não mais se justifica na preservação ao interesse público, pois não é mais necessária, nem para preservar os direitos assegurados ao colaborador, nem para garantir o êxito das investigações”, diz o ministro.

No mesmo despacho, Moraes também notificou as defesas dos denunciados a apresentarem suas manifestações sobre a denúncia da PGR. O prazo é de 15 dias.

Somente após as respostas das defesas é que a Primeira Turma do STF se reunirá para decidir se aceita ou rejeita a denúncia da PGR. Se for acolhida, os denunciados se tornam réus.

“Os prazos serão simultâneos a todos os denunciados, inclusive ao colaborador, uma vez que, somente os réus uma vez instaurada eventual ação penal têm o direito de apresentar alegações finais após a manifestação das defesas dos colaboradores”, diz Moraes no despacho.

O ex-presidente foi denunciado ao STF nesta terça pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, após perder as eleições de 2022, para impedir a posse de Lula (PT).

Bolsonaro foi acusado pela PGR de praticar os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

Somadas, as penas máximas chegam a 43 anos de prisão, sem contar os agravantes, além da possibilidade de ele ficar inelegível por mais tempo do que os oito anos pelos quais foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além de Bolsonaro, outras 33 pessoas foram denunciadas, entre eles o ex-ministro Walter Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de 2022 e, atualmente, está preso preventivamente. Fora o general, outros cinco estão detidos.

*Com informações de Cézar Feitoza, da Folhapress

177
Compartilhe

Assuntos

Notícias relacionadas

O ex-presidente segue em prisão domiciliar após quadro de broncopneumonia
Política
Flávio e família são autorizados a visitar Jair Bolsonaro no sábado (13), determina Moraes
Benefício foi concedido por 90 dias após ex-presidente passar por episódio de broncopneumonia
Política
Prazo de prisão domiciliar de Bolsonaro entra em reta final e deve ser reavaliado pelo STF
Justiça italiana diz que STF não foi imparcial sobre Zambelli e cita 'dupla função' de Moraes
Política
Justiça italiana diz que STF não foi imparcial sobre Zambelli e cita 'dupla função' de Moraes
O ex-presidente segue em prisão domiciliar após quadro de broncopneumonia
Política
Flávio e família são autorizados a visitar Jair Bolsonaro no sábado (13), determina Moraes
Benefício foi concedido por 90 dias após ex-presidente passar por episódio de broncopneumonia
Política
Prazo de prisão domiciliar de Bolsonaro entra em reta final e deve ser reavaliado pelo STF
Justiça italiana diz que STF não foi imparcial sobre Zambelli e cita 'dupla função' de Moraes
Política
Justiça italiana diz que STF não foi imparcial sobre Zambelli e cita 'dupla função' de Moraes
Cármen Lúcia fala sobre conversas com taxistas e críticas a ela e ao STF: ‘Minha mãe te detesta’
Política
Cármen Lúcia fala sobre conversas com taxistas e críticas a ela e ao STF: ‘Minha mãe te detesta’

Inscreva-se em nossa Newsletter!

A forma mais rápida de manter-se atualizado.
Receba as notícias mais recentes, de segunda a sexta-feira, diretamente na sua caixa de e-mail.