Na manhã desta sexta-feira (21), o terceiro voo com deportados do governo Trump, dos Estados Unidos, pousou em Fortaleza, no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Foram 94 brasileiros, entre eles, 9 crianças. Na ocasião, a secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França, falou sobre as primeiras impressões sobre o novo grupo de expatriados.
“Dessa vez eu senti algo diferente, eles vieram muito mais animados do que da vez passada e notadamente eles foram mais bem, digamos assim, atendidos por onde passaram. Portanto não tem tanta emoção como a gente viu no primeiro voo”, disse a secretária.
Dois dos deportados que chegaram a Fortaleza nesta sexta são foragidos procurados pela Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal. A informação foi confirmada pelo Superintendente Regional da Polícia Federal, José Antônio Simões de Oliveira Franco.
Na época do último voo de deportados que pousou em solo cearense, no dia 7 de fevereiro, a secretária afirmou que “não foi foi fácil recebê-los aqui, porque eles estavam acorrentados, estavam com algemas, mas quando eles desceram do avião já estavam totalmente livres, mas vieram muito machucados emocionalmente”.As condições do grupo anterior foram descritas por Socorro como “desumanas”.
Sem informações mais detalhadas sobre o perfil dos novos deportados, a secretária dos direitos humanos revelou que há pessoas de estados variados, como Pará e Ceará. “Só tivemos uma família do Ceará, mas essa família preferiu ir também para o aeroporto de Confins [em Belo Horizonte] porque vai morar em São Paulo”, completou.
Agora, os 94 brasileiros passam por triagem, além de atendimento psicológico. Eles também receberam kits de alimentação e higiene. Segundo a secretária, o Governo do Ceará atuou para garantir a integridade humana de todos os brasileiros.




