O Maranhão registrou o maior volume de desmatamento no Brasil em 2024, segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado nesta quinta-feira (15) pela rede MapBiomas. Ao todo, o estado perdeu, em seis anos, quase 220 mil hectares de cobertura vegetal, o equivalente a cerca de 2% de seu território.
Embora os dados mostrem uma redução de 34,3% no desmatamento em relação a 2023, o estado segue no topo do ranking, com níveis de perda de mata nativa superiores aos demais, mesmo tendo uma área territorial menor do que outros líderes históricos do desmatamento, como Pará e Mato Grosso.
Do total desmatado no Maranhão, mais de 95% corresponde ao bioma Cerrado e 4,6% à Amazônia Legal. A média diária de vegetação desmatada no estado foi de 598 hectares.
No ranking dos municípios, Balsas aparece em segundo lugar entre os que mais desmataram em todo o Brasil em 2024, com pouco mais de 16 mil hectares perdidos. Além disso, o Maranhão tem 14 municípios entre os 50 mais críticos do país.
A principal causa apontada para o desmatamento é o avanço da agricultura, especialmente na região do chamado “MATOPIBA”, que abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Em 2024, essa região concentrou 75% do desmatamento no bioma e cerca de 42% da perda de vegetação nativa em todo o país.
O relatório divulgado pelo Mapbiomas também chama atenção para a ausência de transparência em ações de controle ambiental no Maranhão. O estado é um dos que não oferecem acesso público a bases de dados com autorizações de desmatamento ou informações sobre fiscalizações.




