O Ceará participou, na tarde deste sábado (14), da simulação do novo sistema de alerta da Defesa Civil, mas o teste não funcionou plenamente. A expectativa era de que moradores de Fortaleza, Aquiraz, Caucaia e Uruburetama recebessem uma mensagem emergencial no celular, às 16h11, com som de alerta e notificação sobreposta à tela. No entanto, parte dos aparelhos não chegou a emitir o aviso, revelando falhas na primeira ativação da ferramenta no estado.
A simulação foi coordenada pelo Governo Federal e acionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, por volta das 14h15. O alerta enviado exibia a mensagem “ALERTA EXTREMO – Defesa Civil: ALERTA DE DEMONSTRAÇÃO do novo sistema de alerta de emergência no estado”. A ação busca preparar a população para emergências como chuvas intensas, alagamentos e enxurradas.
A Paraíba foi o primeiro estado a receber o alerta, mas problemas técnicos detectados em Sergipe causaram atrasos em outras localidades, incluindo o Ceará.
Em Fortaleza, o teste foi acompanhado no Mercado São Sebastião pelo comandante da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Haroldo Gondim, e pelo gerente regional Nordeste da Anatel, Gilberto Studart. Durante o evento nacional de lançamento, Lula destacou a importância da comunicação antecipada em situações de risco: “Muitas vezes as pessoas ficam sem nenhuma informação, a gente fica totalmente perdido. A gente não sabe para onde vai, para onde levar as coisas da gente, e todo mundo está fugindo. Por isso a orientação é boa. Porque, se tem um desespero e as pessoas saem sem orientação, essa saída de forma desordenada complica mais do que ajuda.”, afirmou.
Apesar dos problemas, o sistema deve entrar em operação oficial no Ceará a partir de 18 de junho. A iniciativa, que já funciona no Sul e Sudeste desde dezembro de 2024, será levada ao Norte e Centro-Oeste nos próximos meses. A meta do Governo Federal é garantir a cobertura nacional até o fim de 2025.
No estado, o sistema será usado para avisar automaticamente a população sobre riscos, sem necessidade de cadastro, por meio de tecnologia coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e validada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

