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Mirante e trilha ganham nome de Juliana Marins em Niterói após tragédia no Moente Rinjani

O anúncio foi feito nas redes sociais com a frase: “Para se chegar ao Sossego também se passa por Juliana”
Por Clara Sobreira
Atualizado há 10 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Juliana tinha 26 anos e faleceu no sábado (21), após o acidente na cratera do vulcão ativo localizado na Ilha de Lombok. Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Prefeitura de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, oficializou na última sexta-feira (27) que o mirante e a trilha de acesso à Praia do Sossego, em Camboinhas, passam a se chamar Juliana Marins. A homenagem é à jovem moradora da cidade que morreu após cair em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O anúncio foi feito nas redes sociais com a frase: “Para se chegar ao Sossego também se passa por Juliana”.

Juliana tinha 26 anos e faleceu no sábado (21), após o acidente na cratera do vulcão ativo localizado na Ilha de Lombok. As equipes de resgate só conseguiram chegar ao corpo na manhã da terça-feira (24), quando foi confirmada sua morte. Segundo o município, Juliana era apaixonada pela natureza, pelo mundo e pela região oceânica de Niterói, onde morava.

Na quinta-feira (26), o prefeito Rodrigo Neves (PDT) recebeu familiares e amigos da jovem. “Que essa homenagem seja um símbolo do afeto que Niterói sente por Juliana é uma forma de eternizar sua luz em meio à paisagem que ela tanto amava. Que Deus conforte o coração de seus familiares e amigos”, declarou o município.

A irmã de Juliana, Mariana Marins, agradeceu: “A Praia do Sossego era um dos lugares preferidos da minha irmã. Foi ela quem me apresentou àquele paraíso e vivemos momentos especiais ali, junto com amigas. Em meio a tanta dor e a tantas notícias falsas que circularam nos últimos dias, encontrar o apoio da Prefeitura de Niterói e do prefeito, que acreditou na nossa palavra desde o início, foi fundamental.”

A Prefeitura decretou luto oficial de três dias e assumiu o compromisso de custear o traslado do corpo da jovem ao Brasil, onde será velado e sepultado. O prefeito destacou que o município acompanhou a situação desde o início, em contato com a Embaixada do Brasil em Jacarta, cobrando providências das autoridades locais. Rodrigo Neves também criticou a estrutura de resgate na região. 

“Diferente do Brasil, que conta com um Corpo de Bombeiros profissional e bem treinado, vimos uma atuação voluntária e limitada para dar uma resposta no tempo necessário. Que Deus conforte a família da Juliana e todos os seus amigos nesse momento de dor. Ela era uma jovem que amava Niterói e sonhava em descobrir o mundo.”

O governo federal também interveio no caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o Ministério das Relações Exteriores prestasse apoio à família, incluindo a repatriação do corpo. 

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