A corda que guiará milhares de devotos nas procissões do Círio de Nazaré 2025 já está em Belém. O objeto, um dos símbolos mais importantes da romaria, foi entregue em cerimônia realizada em Castanhal e, em seguida, levado ao Centro Social de Nazaré, onde ficará guardado até passar por vistoria oficial da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) e da Guarda de Nazaré, marcada para acontecer dia 27 de setembro.
Produzida pelo terceiro ano consecutivo no estado, a corda foi confeccionada com fibras de malva e juta cultivadas em mais de 20 municípios paraenses, dentro de projetos de agricultura familiar que envolvem mais de mil famílias.
O coordenador da DFN, Antônio Sousa, destacou que a iniciativa valoriza o trabalho local e reforça a ligação da população com a festividade: “É um trabalho feito por mãos paraenses, com matérias-primas da nossa terra. Mais de 400 colaboradores participaram da confecção da corda. É uma emoção enorme ver esse símbolo da fé sendo feito aqui, com tanto carinho e dedicação”, afirmou.
“Muitas pessoas que trabalham na corda nem conseguem chegar no Círio ou próximo da corda na procissão. É uma graça para essas pessoas participarem desta forma do Círio”, completou o coordenador.
Com 800 metros de extensão e 60 milímetros de diâmetro, a corda é dividida em duas partes: uma destinada ao domingo do Círio e outra à Trasladação, que acontece um dia antes.
A vistoria tem como objetivo checar detalhes do objeto, como argolas, nós e estações, além de medir novamente os 800 metros do acessório, para garantir que estejam em ótimas condições.
Após a inspeção, os trechos serão expostos em Belém: o da Trasladação na Estação Luciano Brambilla, enquanto o do Círio, na Estação das Docas, onde poderão ser visitados até o dia 11 de outubro.
Símbolo histórico
A tradição da corda começou em 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará impossibilitou que a berlinda fosse puxada por cavalos durante a procissão. Então, um comerciante emprestou uma corda para que os fiéis movessem o carro, e o gesto marcou a história da festividade. Desde então, o objeto passou a simbolizar a união entre Nossa Senhora de Nazaré e os devotos.




