A influenciadora Maya Massafera defendeu a publicidade de bets ー casas de apostas online ー durante participação no programa “De Frente com Blogueirinha”, na noite desta segunda-feira (15). A youtuber afirmou que o vício em jogos de aposta não é pior que o alcoolismo e que só aceitou fazer propaganda de uma bet quando ela se tornou totalmente regularizada.
“Muita gente não sabe a diferença entre os jogos. Eu faço uma coisa 100% legalizada no Brasil, e que é jogo para diversão”, iniciou Maya. “Eu tinha um irmão de 20 anos, que faleceu e um dos motivos foi o álcool. É o que mais faz homens baterem nas mulheres e causa feminicídio. O álcool é o maior vício do Brasil”.
Segundo Maya, ela não pode ser responsabilizada pelo vício em bets, já que alguém que faz campanha de bebidas alcoólicas não é responsável pelo alcoolismo. “Você já fez campanha de álcool? Eu posso falar que você é responsável por tantas mortes no Brasil por alcoolismo? Então por que eu sou responsável pelo mesmo vício? Não acho que estou errada”, pontuou.
A influenciadora destacou ainda que só aceitou fazer publicidade para jogos de azar quando as plataformas já operavam de forma legal. “Quando eu fiz já era completamente regularizada, eu nunca aceitei antes. Já me ofereceram mais de R$ 50 milhões por ano para fazer e eu não aceitei. Só aceitei porque é 100% regularizada e por isso que eu aceitei. Eu jogo, gosto e não acho errado”, garantiu Maya.
‘Desgraça alheia’
Em janeiro, a revista piauí apurou que parte do contrato da influenciadora Virginia Fonseca com a empresa Esportes da Sorte, investigada pela operação Integration, definia o “cachê da desgraça alheia”, no qual o influenciador contratado ganha 30% de tudo o que seus seguidores perdem em apostas.
Na prática, o faturamento de Virgínia funcionava da seguinte forma: se um apostador entrasse na plataforma através do link dela e perdesse R$ 100, ela ganharia R$30. Em dezembro de 2022, a influenciadora recebeu R$ 50 milhões pela parceria.
À época, a reportagem também expôs os cachês de celebridades que viraram a porta de entrada para o que hoje é chamado por especialistas de “pandemia do vício”. Apesar das críticas, Maya Massafera fechou contrato com a Blaze, mas não revelou quanto ganha por conta de seu “contrato de confidencialidade”. A estratégia de revelação da voz da youtuber após passar pela transição de gênero foi patrocinada pela bet.



