O Ministério da Defesa brasileiro direcionou parte de sua força militar para o Norte do País, até a fronteira com Venezuela e Guiana. As duas nações atualmente vivem tensões na disputa pela região de Essequibo. Os venezuelanos vão às urnas neste domingo (3) votar pela aprovação de um referendo formulado pelo presidente Nicolás Maduro para a obtenção das terras guianenses pelo país.
O território de 160 mil km² com uma população de 120 mil pessoas é alvo de disputa pelo menos desde 1899, quando esse espaço foi entregue à Grã-Bretanha, que controlava a Guiana na época. A Venezuela, no entanto, não reconhece essa decisão e sempre considerou a região “em disputa”.
Outro fator importante são as preciosas veias de petróleo que a região da Guiana possui, o que sempre foi de grande interesse pelos venezuelanos. A estimativa é que o total de óleo no local seja de 14,8 bilhões de barris. Esse volume equivale a 75% da reserva total de petróleo do Brasil.
Em nota, o Ministério da Defesa, comandado por José Múcio, afirmou que está acompanhando a situação entre os países vizinhos ao Brasil, e que o interesse do país é não possuir nenhum conflito bélico em toda a extensão da América Latina.
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, também avalia a situação como preocupante. “Nós vemos com preocupação esse ambiente tensionado entre dois países vizinhos e amigos. Temos acompanhado com muita atenção e conversado em altíssimo nível”, destaca.
Enquanto nenhum acordo de resolução está previsto entre as nações, cada parte tenta ao máximo defender seus interesses como podem. A Guiana entrou com uma liminar na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que é favorável à situação do país, para suspender o referendo deste domingo (3). Porém, a Venezuela não reconhece a jurisdição do órgão, e ainda convoca o Acordo de Genebra como único instrumento válido para resolver a controvérsia.
Com informações da Agência Brasil



