Durante a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (25) o discurso da ex-juíza do Trabalho Claudia Márcia de Carvalho Soares, representante da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) chamou a atenção por críticas a suspensão de penduricalhos, verbas indenizatórias não previstas em lei e benefícios aos magistrados.
Durante sua fala, a ex-juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeiro, detalhou que há uma tentativa de mudar o entendimento da palavra “penduricalho” por parte de grupos críticos ao judiciário brasileiro.
“Não tem nenhum penduricalho, porque não tem nada pendurado em lugar nenhum”, iniciou Cláudia Márcia, que em seguida, relatou a necessidade de equiparar os benefícios para todos os magistrados.
“Juiz de primeiro grau não tem carro. Paga do seu próprio bolso o combustível e o carro financiado. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório. Não tem água e não tem café, ministro Dino. No primeiro grau não tem. Nós pagamos”, disse a ex-juíza.
A sessão analisou as medidas tomadas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, de suspender o pagamento de penduricalhos, para evitar o pagamento de supersalários acima do teto constitucional no valor de R$ 46,3 mil mensais.




