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Cientistas israelenses criam modelo completo de embrião feito em laboratório

Por Isabela Santana
Atualizado há 3 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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A pesquisa, publicada na revista Nature, é descrita como o primeiro modelo "completo" de embrião, por reproduzir todas as estruturas essenciais que surgem em formas embrionárias. (Imagem: Reprodução/Weizmann Institute of Science)

Cientistas do Instituto Weizmann, em Israel, afirmam terem conseguido produzir uma entidade muito próxima a um embrião humano, sem utilizar espermatozóides, óvulos ou útero. O “modelo de embrião” foi feito utilizando células-tronco.

Segundo a equipe responsável, o resultado é o mais próximo que já se chegou até hoje a um embrião humano, e o modelo de embrião até mesmo liberou hormônios que positivaram um teste de gravidez.

A ideia do estudo não é criar novas vidas de laboratório. O propósito dos modelos de embrião é dar uma forma ética para que a ciência possa pesquisar e entender os momentos iniciais da formação da vida humana. 

Atualmente, a ciência tem pouquíssimo conhecimento sobre como os humanos se desenvolvem nos estágios iniciais, justamente em razão das rígidas leis envolvendo fetos. Assim, o uso dos embriões de laboratório poderia ajudar, por exemplo, a entender as causas por trás de abortos espontâneos e má-formações congênitas.

Como funciona o estudo

A pesquisa, publicada na revista Nature, é descrita como o primeiro modelo “completo” de embrião, por reproduzir todas as estruturas essenciais que surgem em formas embrionárias.

Em vez de espermatozóides e óvulos, foram utilizadas células-tronco, que foram reprogramadas para ganhar o potencial de virar qualquer tipo de tecido no corpo. Elas poderiam se tornar uma entre quatro células-chave do processo embrionário.

Segundo os pesquisadores, cerca de 1% da mistura de mais de 120 dessas células começou o processo de se juntar espontaneamente em uma estrutura que parece muito, mas não é idêntica a um embrião humano.

Os modelos de laboratório foram estimulados a crescer e desenvolver até se compararem a um embrião 14 dias pós-fertilização. Em muitos países, esse é o limite para realizar pesquisa embrionária humana, abaixo disso é impossível de estudar.

A esperança é que esses modelos possam ajudar os cientistas e explicar como diferentes tipos de células surgem, e testemunhar os primeiríssimos passos na formação dos órgãos do corpo, ou até mesmo entender doenças hereditárias e genéticas.

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