A família da brasileira Juliana Marins, que caiu cerca de 300 metros durante uma trilha no vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia, afirmou que o resgate ainda não chegou até a mochileira, desmentindo as informações divulgadas pela embaixada Brasileira em Jacarta e pelas autoridades locais.
As autoridades locais afirmaram que o resgate já havia chegado à jovem após 16 horas, assim como suprimentos, como comida, água e agasalho. No entanto, de acordo com Mariana Marins, irmã de Juliana, a mochileira ainda não foi resgatada e espera por ajuda a mais de 30 horas.
“Recebemos, com muita preocupação e apreensão, que não é verdadeira a informação de que a equipe de resgate levou comida, água e agasalho para a Juliana. A informação que temos é que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade” declarou Mariana.
A irmã, que está no Brasil, relatou que os vídeos do momento do resgate divulgados “são mentira” e que foram “forjados”.
A família informou que devido às condições climáticas as buscas por Juliana foram suspensas no fim da manhã deste domingo (22), começo da noite na Indonésia. As últimas imagens da brasileira, verificada pelos familiares, foi feita por um turista através de um drone por volta das 17h30 (horário local) deste sábado (21).
Mariana revelou detalhes da queda da irmã nas redes sociais. Segundo ela, Juliana estava com um grupo de cinco pessoas mais um guia quando se sentiu cansada demais para continuar a trilha e foi “abandonada”.
“O guia falou: ‘então descansa’ e seguiu viagem. A gente tinha recebido a informação que o guia tinha ficado com ela, que ela tinha tropeçado e caído. Não foi isso que aconteceu”, disse. “A gente só tem essas informações de mídia local. Juliana ficou desesperada porque ninguém mais voltou e caiu”, contou.
Neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores informou que a embaixada brasileira em Jacarta, na Indonésia, monitora o caso da brasileira, mas de acordo com informações repassadas ao governo brasileiro, equipes de resgate estão na área trabalhando em condições difíceis.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a assessoria do Itamaraty não tinha detalhes sobre a operação e não soube dizer se a brasileira teve acesso a mantimentos desde a queda.




