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Política

Argentina decide até semana que vem se extradita cinco brasileiros foragidos do 8 de janeiro

O caso será acompanhado por advogados da Advocacia Geral da União (AGU) representando o Brasil
Por UrbNews
Atualizado há 4 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Os cinco fazem parte do grupo de 61 brasileiros condenados pelo ato golpista que fugiram para a Argentina. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Justiça argentina tem até a próxima semana para decidir sobre a extradição de cinco brasileiros foragidos, que haviam sido condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro, de acordo com o Tribunal Criminal nº 3 do país vizinho.

Estão sendo julgados Joelton Gusmão de Oliveira e Wellington Luiz Firmino, condenados a 17 anos de prisão; Ana Paula de Souza e Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, condenados a 14; e Joel Borges Correa, condenado a 13 anos de prisão.

Souza foi presa depois de quebrar a tornozeleira e fugir para o país. No início do ano, ela se queixou em entrevista à CNN de não receber apoio de parlamentares bolsonaristas e de ter sido “esquecida” em uma prisão argentina.

Oliveira foi preso em novembro de 2024 na cidade de La Plata. O Ministério da Segurança da província de Buenos Aires informou à época que a captura ocorreu quando policiais viram um homem em atitude suspeita e, ao tentarem identificá-lo, verificaram que ele tinha um mandado de prisão e extradição emitido pela Justiça brasileira.

Em março, o Tribunal Federal da Argentina negou um pedido para liberar Correa, que também foi preso em La Plata. Ramalho, por sua vez, foi detido em janeiro, ao ser identificado durante um processo de imigração. Já Firmino foi detido em novembro de 2024, ao tentar fugir para o Chile de moto, pela província de Jujuy (noroeste da Argentina).

Os cinco fazem parte do grupo de 61 brasileiros condenados pelo ato golpista que fugiram para a Argentina. O pedido de extradição foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O juiz Daniel Rafecas, do Tribunal Federal Criminal número 3, é o responsável pelo caso. À imprensa brasileira o magistrado disse que todos os 61 serão submetidos a julgamento de extradição.

O caso será acompanhado por advogados da AGU (Advocacia Geral da União), representando o Brasil. As cinco pessoas condenadas terão a extradição analisada ao mesmo tempo, com a decisão a ser tomada em até três dias úteis. Devido a um feriado na segunda-feira (8) na Argentina, o prazo final é na próxima terça-feira (9), e ainda cabe recurso na Suprema Corte do país.

Os condenados estão detidos em prisões argentinas, e o julgamento já foi adiado três vezes. Havia dúvida sobre o avanço dos julgamentos na Argentina, dada a relação próxima do presidente Javier Milei com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No ano passado, no entanto, o porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, afirmou que não haveria “pactos de impunidade” e que o país respeitaria as decisões do Judiciário brasileiro.

Em 2024, a Justiça argentina determinou a prisão de todos eles, após um pedido expedido pelo governo brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou ter recebido uma relação com mais de 180 nomes de foragidos para a Argentina e outros países. Os brasileiros já solicitaram refúgio à Comissão Nacional para Refugiados da Argentina, mas o órgão ainda não se manifestou.

Texto por Douglas Gavras, da Folhapress.

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