Às vésperas do Dia dos Namorados, o planejamento para presentear e celebrar a data ganha força entre os casais. No entanto, o consumo associado a jantares, presentes e outras demonstrações de carinho não precisa ficar restrito ao mês de junho, podendo ser incorporado de forma equilibrada e saudável à rotina do relacionamento.
Questões como a divisão de despesas, o alinhamento de expectativas e o equilíbrio entre os gastos com o relacionamento e a saúde financeira têm ganhado espaço nas discussões sobre a dinâmica das relações atualmente.
Para o casal Brenda Soares, 30, e Guilherme Ferreira, 24, os presentes não são prioridade absoluta na rotina do relacionamento. A troca de lembranças costuma acontecer mais nas datas especiais e, em ocasiões excepcionais, fora delas.
Neste ano, o casal decidiu comemorar a data com um jantar em um restaurante. E, pelo menos da parte de Brenda, o presente já está garantido. “Da minha parte, sim, na dele está o fator surpresa. Mas, este ano, será algo de maior valor sentimental”, disse a namorada.
A Pesquisa de Intenção de Compras para o Dia dos Namorados, divulgada pela Fecomércio Ceará por meio do seu Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), mapeou o comportamento do comércio em Fortaleza.
Os dados revelam que o interesse de compra está elevado: cerca de 31,5% dos casais pretendem gastar mais de R$ 500 para presentear seus parceiros.
O levantamento também mapeou onde os casais pretendem celebrar a data, que tem impacto econômico além do varejo tradicional e impulsiona setores como hotelaria, turismo e entretenimento.
Os dados revelam que mais de 42% dos entrevistados planejam comemorar o dia, tendo como principais destinos os restaurantes (46,6%), a própria casa (32,2%) e as praias (10,2%).
Para muitos casais, viver novas experiências é fundamental para quebrar a rotina e construir memórias marcantes no namoro. Nesse cenário, o planejamento estratégico surge como a principal saída para manter a saúde financeira em dia.
O cotidiano de Letícia Monteiro, 24, e Davi Frota, 25, reflete bem essa realidade. Em busca de equilíbrio, eles alternam os programas caseiros entre saídas e recorrem à divisão das contas sempre que a programação exige um investimento maior.
“Costumamos passar mais tempo em casa, mas também gostamos de ir pra casa de amigos e ir à praia […] As despesas são divididas dependendo da ocasião, por exemplo, quando vamos a um show, onde os gastos são mais altos”, afirmou Davi.
No fim das contas, a estabilidade financeira a dois nem sempre está atrelada ao tamanho da renda, mas sim à habilidade do casal de firmar acordos, alinhar expectativas e respeitar as diferenças econômicas de cada um.
O casal de estudantes Maria Clara e Pedro Mendes, de 19 anos, prefere incluir cinemas e restaurantes no roteiro do namoro. Clara destaca que, mesmo com os custos envolvidos, essas saídas e os presentes são indispensáveis para o bem-estar e o dia a dia do casal.
“Saídas com frequências se tornam gastos, que a longo prazo podem pesar, mas eu acredito ser de extrema importância esses momentos a dois, os presentes, nos faz se sentir lembrado e demonstrar o amor por meio desses gestos é essencial”, completou.




