O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, na tarde desta última terça-feira (23), para se explicar sobre o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças. Bolsonaro confirmou que mantinha a pistola em sua casa e disse que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.
Ainda durante o depoimento, o ex-chefe do Executivo afirmou que não tinha intenção de descumprir a lei e também pontuou que não pediu que o militar tirasse a arma do condomínio e levasse para o conserto, mas sim que verificasse o funcionamento da pistola.
O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou ao condomínio onde Bolsonaro está em prisão domiciliar por volta das 14h30 e permaneceu no local por 40 minutos, saindo às 15h10.
Nesta quarta-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes pediu uma análise sobre o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR), se há chances de impacto na prisão domiciliar do ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro afirmou que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.
O advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, pontuou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, e que estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.
Apreensão da pistola
A pistola, registrada em nome de Bolsonaro, foi encontrada no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no dia 15 de junho. De acordo com o GSI, o militar está ligado à Casa Civil no momento, pois esse é o órgão responsável pela segurança de ex-presidentes.
A arma foi confiscada por não ter o certificado de registro correspondente. A Polícia Civil do DF está investigando o caso, que está sendo monitorado pelo STF.
Um carregador sobressalente da pistola Glock 9mm também foi encontrado durante a blitz. O motorista foi levado a uma delegacia, onde declarou que a arma lhe fora entregue devido a uma pane.
Moraes deve determinar na quinta-feira (25) se a prisão domiciliar continuará.




