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Esporte

‘Devo ao esporte’, diz porta-bandeira do Brasil nas Olimpíadas após vencer câncer de mama

Por Evellyn Castro
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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Em 2024 o par braisleiro será formado por Isaquias Queiroz, o baiano multicampeão da canoagem e Raquel Kochhann, do Rugby. Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Na próxima sexta-feira (26) nas águas do Rio Sena, em Paris, se dará início aos Jogos Olímpicos 2024.  Tradicionalmente, uma dupla formada por um homem e uma mulher carrega a bandeira nacional na cerimônia. Em 2024 o par braisleiro será formado por Isaquias Queiroz, o baiano multicampeão da canoagem e Raquel Kochhann, do Rugby, que durante o ciclo olímpico viveu a batalha contra um câncer de mama.

A jogadora é veterana em Olimpíadas, em Paris disputa sua terceira, que é também a terceira do esporte nos jogos, porém, desta vez, a caminhada até a competição teve uma disputa fora dos campos. A atleta de Rugby ainda durante o ciclo para as Olimpíadas de Tokyo, em 2021, notou um crescimento de um caroço estranho no peito, durante a competição no Japão chegou a se consultar com um médico do Time Brasil que não detectou nada de anormal. 

Um ano depois, o caroço cresceu de tamanho e ao investigar foi detectado um câncer de mama e um tumor ósseo no peito. Raquel ficou afastada das convocações da seleção por quase dois anos e voltou em janeiro de 2024.

Mas se engana quem acha que a atleta se afastou do esporte, o técnico das Yaras, como é conhecida a seleção feminina de Rugby, conta que a jogadora ia a todos os treinos mesmo durante o tratamento.

“Nunca vi nada parecido na minha vida. A Raquel mostrou uma força incrível neste período, vinha treinar todos os dias mesmo durante o tratamento. E, quando não estava treinando, ajudava a equipe da forma que podia: filmando as atividades, levando água para as companheiras ou motivando a equipe. É um exemplo para todos nós”, afirma o treinador da seleção feminina, Will Broderick

Em entrevista ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) durante o anúncio de que seria a porta-bandeira, Raquel contou que a disciplina do esporte a ajudou na luta contra o câncer.

“Eu devo ao esporte a recuperação do meu corpo durante esse tratamento. Porque o que era pedido para que eu fizesse, eu fazia ao pé da letra, e o resultado foi positivo”, disse.

Neste olimpíada a jogadora se torna a primeira atleta a competir numa olimpíada depois da cura de um câncer e foi homenageada pelo COB com a responsabilidade de carregar a bandeira do Brasil pelo Rio Sena.

A abertura dos jogos olímpicos estão marcadas para essa sexta-feira (26) às 14h30 (horário de Brasília) com transmissão dos canais Globo (TV Globo, Sportv e Globoplay ) e a Cazé TV.

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