Quando Caio Bonfim deixou o portão do desembarque doméstico do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, o relógio marcava exatamente 1h45 de terça-feira (23). Por conta do horário, a festa de torcedores e familiares assustaram o agora campeão mundial e maior medalhista da história do Brasil em Mundiais de Atletismo. Ainda aturdido, ele ficou alguns minutos sem reação, antes de correr para abraçar os filhos Miguel e Theo, que o aguardavam com ansiedade.
“Eu fico feliz, mas não dá pra se acostumar, não. Eu tenho vergonha. Fico feliz de ser recebido assim pelos meus amigos, por aqueles que torcem, então é um momento marcante. Ano passado já tinha sido algo bem novo, então estou muito feliz de poder, de alguma forma, poder repetir”, contou Caio durante coletiva, em meio a abraços e fotos.
No retorno para casa, Bonfim evitou realizar prognósticos para as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. Na prova em que ficou com o título mundial em Tóquio, na última sexta-feira (29), o brasilerio fez uma marca quase 20s mais veloz do que Brian Pintado, que levou a medalha de ouro em Paris.
“Cada prova é uma prova, cada percurso. O resultado dá confiança no nosso trabalho, então a gente vai trabalhar por ano. Estou com 34 anos, então conseguimos acertar com 34, temos que acertar com 35, para chegar em Los Angeles com 37 muito bem”, afirmou o campeão mundial.
Apesar da chegada a Brasília no início da madrugada desta terça, Caio Bonfim passará pouco tempo na cidade. Já nesta quarta (24), o brasileiro embarca para São Paulo, onde será uma das atrações de um evento do Comitê Olímpico do Brasil.

