Na manhã da próxima quarta-feira (31), enquanto muitos se preparam para celebrar a virada do ano, milhares de pessoas ocuparão as ruas de São Paulo para participar da centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre. A prova, disputada sempre no último dia do ano, é a mais tradicional do atletismo brasileiro — e uma das mais icônicas do mundo.
Idealizada em 1925 pelo jornalista e esportista Cásper Líbero, a São Silvestre completa 100 anos em 2025 com uma edição histórica. Serão cerca de 55 mil inscritos largando e finalizando na Avenida Paulista, em um percurso de 15 km que cruza pontos emblemáticos da capital paulista, como as avenidas Pacaembu, Ipiranga, Rio Branco, Duque de Caxias, o Largo do Paissandu e a Brigadeiro Luís Antônio.
A edição de 2025 também contará com a maior premiação de sua história: R$ 295.160,00 no total. Os seis melhores colocados nas categorias masculina e feminina receberão prêmios em dinheiro, com os campeões levando R$ 62.600 cada. As inscrições estão esgotadas e a expectativa é de recorde de participação e engajamento.
Para Maria Zeferina Baldaia, campeã da corrida em 2001, o diferencial do evento vai muito além do aspecto competitivo. “Ela é no último dia do ano, vem pessoas do mundo inteiro, é uma confraternização, é uma inclusão. Você vê desde a caminhada até os atletas de elite, vê pessoas fantasiadas. É uma festa”, disse, em entrevista à Gazeta Esportiva.
A largada acontece pela manhã e a prova integra o calendário oficial da World Athletics (antiga IAAF), sendo reconhecida internacionalmente como uma das maiores corridas de rua da América Latina. A São Silvestre reúne diferentes categorias: Cadeirantes, Elite Masculina e Feminina, Geral e PCDs (pessoas com deficiência).
“Expectativa muito gostosa de fazer uma prova marcante e histórica para o mundo. Não é qualquer corrida que consegue chegar numa edição de número 100. Trabalhamos os 365 dias para realizar uma prova como essa, muito grande, muito importante, que envolve muita gente, muitos municípios de São Paulo, mais de 60 países com representantes na prova, 55 mil participantes, mais de 8 mil pessoas trabalhando na organização”, contou Erick Castelhero, diretor executivo da São Silvestre, à Gazeta.
Presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA), Joel de Oliveira destacou as mudanças promovidas pela entidade para a 100ª edição e apostou em uma disputa acirrada, com possibilidade de quebra de recordes.
“Esse ano, colocamos uma equipe de arbitragem reforçada. Colocamos photo finish, porque acreditamos que vai ser uma chegada que será decidida nos milésimos de segundos. Acreditamos que essa miscelânea de campeões chegando de tantos lugares diferentes vai fazer com que essa prova se torne ainda mais bonita. É capaz de ter a quebra do recorde da São Silvestre ainda esse ano”, explicou o presidente da FPA à Gazeta Esportiva.



